quinta-feira, setembro 04, 2008

Desapegar-se é uma tarefa difícil

Ao aceitar a vulnerabilidade da vida tornamo-nos menos rígidos e mais fluidos.

“A vulnerabilidade é a capacidade de não buscar o controle, permitindo que a vida passe por nós, sem querer retê-la ou possui-la.
Toda a vez que a vida é represada, o que se acumula é experimentado pelo desespero.
Quem controla, desespera: não tem o que esperar porque todas as surpresas, magias e mistérios empalidecem.
As possibilidades e os erros purificam a vida, oxigenando-a para que não se sufoque e não se inviabilize”
Nilton Bonder

“O apego é a razão pela qual temos dificuldade em lidar positivamente com as mudanças. Só o facto de pensar em desapegar de algo, deixa-nos inquietos.
Quando temos muito apego ficamos sempre agitados. Não conseguimos relaxar: sentimos medo e dúvidas.
A questão não é definir o que devemos deixar de fazer, mas sim como lidar com a nossa mente apegada.”
Lama Gangchen

Amamos melhor uma pessoa quando não temos apego por ela, isto é, quando não projectamos nela exageradamente toda a nossa felicidade.
O apego nesse sentido, é uma atitude mental que surge ao atribuirmos valores irreais a uma pessoa, coisa ou situação.
O apego surge na nossa mente quando não nos queremos responsabilizar pelos nossos estados mentais, afectivos e emocionais.
Portanto ter apego é uma forma infantil de amar. Amar com apego, faz-nos sentir dependentes dos outros e das situações: não sabemos mais sustentarmo-nos sozinhos, pois perdemos o prazer de conhecer o nosso próprio potencial de auto cura, e isso enfraquece-nos.

Na maior parte do tempo, não nos damos conta do quanto estamos apegados a algo ou alguém. Precisamos criar uma certa distância do objecto para podermos observar a natureza exagerada do nosso apego. No entanto, como esse afastamento é doloroso, preferimos não fazê-lo. Uma vez que o apego está associado a uma experiência prazerosa, facilmente nos convencemos de que ela é um afecto positivo e raramente somos capazes de avaliar o quanto ele prejudica a nós mesmos e aos nossos relacionamentos.
Ao contrário do que acontece com o que nos provoca raiva ou irritação, ninguém quer se “livrar” daquilo a que se sente apegado. Infelizmente na maior parte das vezes, só lidamos com o desapego quando ele é inevitável e imposto pelas circunstâncias, como a morte ou o abandono.

O melhor é aprendermos a despertar o amor próprio e a amar com desapego.

By Bel César in Livro das Emoções
Editora Gaia

segunda-feira, setembro 01, 2008

Sobre a felicidade


Meditar, visualizar imagens que curam, recitar mantras, rezar ou ficar em silêncio são métodos eficazes para purificar nossa mente de seus hábitos negativos. Porém se os praticarmos com a intenção de anestesiar o sofrimento, para não precisarmos estar em contacto com ele, estaremos agindo como um carro atolado na lama: quanto mais se tenta mover as suas rodas, mais preso ele fica. Isto é quanto mais negarmos a verdadeira causa dos nossos sofrimentos, mais estaremos presos neles.
…
Estamos apegados ao sofrimento e precisamos aprender a ir além dele. Estamos tão sobrecarregados de ideias preconcebidas, expectativas e exigências que não conseguimos mais nos mover dentro de nós mesmos! Sentimos a rigidez de nosso mundo interno e tudo à nossa volta passa a ser insatisfatório. Estamos de facto, atolados em nós mesmos. Não somos felizes quando perdemos o nosso espaço interno.
…
Felicidade não é algo ligado ao ter, mas ao fazer. Ela não é um humor ou um estado de ânimo, por mais exaltados e duradouros que sejam, mas o resultado de uma vida bem conduzida, ou seja, das escolhas e valores que definem o nosso percurso. A felicidade, em suma, jamais será um estado final que se possa adquirir e dele tomar posse de uma vez por todas. Ela é uma actividade, algo que se cultiva e constrói, algo que por alguns momentos, se conquista e se desfruta, que é fonte de contentamento, mas que está sempre a exigir de nós empenho e amor, sempre recomeçando outra vez.
…
Podemos atingir a felicidade profunda, perfeita e permanente quando nos libertamos da ignorância, isto é, do hábito arraigado de buscar a felicidade nas condições externas e de estarmos condicionados por nossos próprios estados emocionais ou prazeres físicos.
…
Portanto o segredo para sermos felizes é ampliar o nosso espaço interno, isto é, manter a mente aberta, disposta a apreciar a vida e a cultivar um senso contínuo de leveza e bem estar.

By Bel César in “O Livro das emoções” Editora Gaia

sábado, agosto 30, 2008

Considerações de Yvan Anmar sobre “estar vivo” (ser responsável)



A liberdade implica responsabilidade. Yvan não se cansava de o repetir, não colocava a sua dignidade numa reivindicação pessoal de auto controlo ou de auto domínio, mas na capacidade de assumir a sua responsabilidade em relação ao outro.

Ser responsável
O corolário da “relação consciente” é o sentido da responsabilidade para com o outro.
“Hoje, a espiritualidade é social e politica. Rezar é fazer o que se deve.” Yvan não podia ter definido melhor o espaço do “crescer” espiritual. Não é a meditar nas margens do Ganges que um ocidental contribui para a sua própria transformação e para a dos outros, mas estando no seu terreno de todos os dias, a família, o trabalho, a participação na vida da cidade e na vida associativa.
Não há evolução espiritual sem “consciência solidária”, e esta é necessariamente política diz Yvan. Não podemos viver isolados, não podemos transformar-nos sozinhos no nosso canto. Quando se tem consciência profunda da dívida para com a vida, não podemos mais ser dominados pelas “reivindicações dos nossos pequenos direitos”: o direito à felicidade é ultrapassado; quando a alcançamos, já não é o direito à felicidade que está em primeiro lugar, mas o dever de estar vivo, e, quando se está verdadeiramente vivo, ninguém se preocupa com a felicidade pessoal. Não estou aqui para ser feliz nem para dar a felicidade a alguém, mas para assumir a responsabilidade de uma visão e de a partilhar. Ser responsável é ser servidor da vida, é ser portador de uma intenção que leva a tomar consciência de quanto somos responsáveis por aquilo que é o conteúdo da vida, mesmo não sendo seus proprietários.

By Marie de Hennezel in “Morrer de Olhos abertos” Editora Casa das Letras

Considerações de Yvan Anmar sobre “estar vivo”


O verdadeiro problema não é o de saber se viveremos depois da morte, mas o de sabermos se estamos vivos antes de morrer.

Ousar o encontro
Para que serve sentar-se confortavelmente, a meditar de olhos fechados, se o vosso filho está no quarto ao lado entregue às suas brincadeiras, sozinho, se o vosso marido ou a vossa mulher não conseguem descobrir o caminho para o vosso coração e partilhar as suas preocupações, se os vossos colegas de trabalho vos sentem ausentes e indisponíveis, se os vossos velhos pais vivem com o sentimento de estarem abandonados?
Hoje um grandíssimo número de pessoas procura fugir à dura realidade da vida através de uma “procura espiritual”.
Yvan sabia-o, ele próprio o testemunha. É por isso que os seus ensinamentos se centram nessa ideia mestra: “É a relação que nos faz crescer”.
É portanto, necessário correr o “risco do outro”, tem de se ir ao seu encontro, porque é a relação com o outro que revela o real. O nosso cônjuge, os nossos pais, os nossos filhos, os nossos vizinhos, os nossos amigos, os nossos colaboradores, os nossos colegas, todos eles constituem aquilo a que Yvan Anmar chamava de o “nosso consciente exterior”. São eles que nos dizem o que nós não podemos dizer a nós próprios, que nos confrontam permanentemente. Em geral, evita-se o relacionamento para obstar os conflitos e o que nos pode fazer sofrer, ou, então, consideramo-nos vitimas dos outros. Mas a verdade é que podemos tornar-nos seus discípulos.
Yvan lamenta, com tristeza, as relações que constantemente evitam as fricções. As pessoas procuram proteger-se, mas adoptando essa prática, não se encontram verdadeiramente. “Como se, em matéria de relações, pudesse haver a capacidade de crescer só com a meditação, ou com a yoga, ou com o zen, ou com qualquer outra coisa. É no interior da relação consciente que se cria este reconhecimento que nos faz crescer.”
Correr o risco do outro, ousar o encontro, supõe deixar cair as nossas barreiras defensivas, supõe despirmo-nos das nossas roupagens e assumirmos a nossa vulnerabilidade ou a nossa impotência. É então que se revela a fecundidade do encontro: uma comunhão íntima que abre caminho a uma profunda dimensão da vida.
Quando desaparecem as barreiras que colocamos entre nós para nos protegermos, quando arriscamos o encontro alma a alma, a consciência do que passa a ligar-nos traz-nos uma alegria que é indubitavelmente uma alegria espiritual.
A compaixão torna estes encontros fecundos!

By Marie de Hennezel in “Morrer de Olhos abertos” Editora Casa das Letras

sexta-feira, agosto 29, 2008

Considerações de Yvan Anmar sobre a sabedoria da vida


“Aprendi uma única coisa: como amar o meu próximo… quando há amor a morte não existe”
As nossas responsabilidades, em especial a de não nos deixarmos transformar em vítimas, mas em discípulos dos acontecimentos, aprendendo e crescendo através deles.
Yvan veio dizer-nos quanto a reivindicação dos nossos direitos nos separa da vida. “Será que despertei para o dever que implica estar vivo, será que estou consciente da minha responsabilidade em relação ao que me foi confiado: a vida? O nosso dever?”, adverte ele, “é fazer frutificar o que nos foi confiado.”

“No caso da nossa vida, somos julgados sobre a forma como amámos e apenas por isso. Se o nosso trabalho nos permitiu ir entrando cada vez mais na intimidade das leis secretas deste amor, qualquer coisa começará a operar em nós, qualquer coisa que tem a ver com a conversão, qualquer coisa que fará que nos sintamos obrigados a este amor. Não poderemos, então, proceder de outra maneira que não seja estar às ordens desta lei… Sabemos acolher o outro, sabemos nós acolher o estranho, o desconhecido? Somos capazes de assumir o risco do outro? Somos capazes da relação?... O amor é uma grande aventura no decurso da qual se manifesta a interdependência de tudo o que existe. Não podemos percorrer esse caminho de amor sozinhos.
Descobrir que nada existe separadamente, que tudo está ligado e que nada pode vir de fora é uma questão que a todos diz respeito. Não podemos crescer senão em conjunto. As leis que se escondem e estão à espera no interior da vida, as leis do amor que fazem bater o coração da vida e lhe imprimem os seus ritmos secretos, são estas as leis que nos importa redescobrir na nossa alma, no nosso coração e no nosso corpo. É necessário que a nossa pessoa inteira seja um coração a bater em uníssono com este coração da vida. Todos quantos reconhecerem a prioridade a dar as estas leis, afirmam unanimemente: sim, esta vida ama-nos, esta vida está à espera de que façamos crescer esse amor.
Todos concordam na resposta à pergunta de Einstein: Ao fim e ao cabo, há apenas uma questão verdadeiramente importante à qual gostaria de saber responder: O universo que nos rodeia é-nos favorável ou não? Todas as pessoas que se abriram à vida podem responder “sim”…
Compete a cad um reconhecer a imensa responsabilidade e a importância da sua existência, tomar-se a sério a si próprio e dizer que é por bem…
Não é uma questão de urgência, mas de prioridade. O que é prioritário para si? Quer fazer da sua vida uma obra de arte, quer dar beleza à sua vida, quer acrescentar qualquer coisa ao mundo?... Cuide, então, de descobrir quais são as leis secretas que fazem bater o coração do que é vivo e adopte essas leis como regra da sua vida. Transforme-as em oportunidade de se submeter ao divino e de se tornar servidor do amor. Se assim acontecer a sua vida será uma poesia, um acto criador, porventura anónimo e não necessariamente espectacular, significando que abandonou a seita dos egoístas e entrou no universal movimento do amor.”
No limiar da morte, Yvan falava apenas de uma coisa: o amor!

By Marie de Hennezel in “Morrer de Olhos abertos” Editora Casa das Letras

Três conselhos espontâneos de Lama Michel


Há poucas semanas, estava conversando com meu filho Lama Michel sobre a disponibilidade interna que precisamos ter ao encarar projectos que nos comprometem a longo prazo, quando espontaneamente ele me disse: “Mãe, eu aprendi três coisas: não tenha medo de ser quem você é, saiba até aonde você quer ir e ofereça ao invés de pedir”.

Assim que pude, anotei nossa conversa.

Conforme compartilho com amigos e pacientes estes três pontos, vejo o quanto eles são um conselho real e profundo.

Lama Michel ressaltou: “É melhor que a gente seja transparente, pois mais pra frente vai vir à tona quem somos realmente. Então, uma vez que vamos ter que lidar de qualquer maneira com nossas dificuldades, é melhor procurar desde o início encontrar soluções do que criar desentendimento e decepção mais tarde”.

Muitas vezes, temos receio até mesmo de expressar nossas qualidades e dons, pois não estamos familiarizados com a simples experiência de nos expormos, isto é, de nos expressarmos de modo singular.

Quando criança, aprendemos, sem nos darmos conta, muito sobre como devemos nos comportar para sermos mais aceites, conquistar atenção e recursos para nossas necessidades básicas. Ao crescer, muitas destas associações ganham um novo peso conforme aprendemos a nos relacionar com as pessoas e com situações muito diferentes da nossa original. Aprendemos a fazer ajustes e a sermos mais flexíveis ao reconhecer que também podemos ter um modo próprio de expressar nosso potencial criativo.

No entanto, quando não formos estimulados a nos expressar, iremos criar preconceitos a respeito de nosso modo natural de ser: precisamos lutar para ser quem de fato somos.

Se em nosso ambiente de infância tivermos tido pais (ou as pessoas mais próximas de nosso convívio) que souberam expressar o seu próprio potencial criativo, mais tarde esta lição será mais fácil de ser praticada por nós mesmos. Mas se eles não foram pessoas interessadas em aprender e explorar o mundo à nossa volta, com muitos dogmas e preconceitos, teremos que descobrir por nós mesmos como mobilizar em nosso interior disponibilidade e inspiração para fazer novas descobertas. Quanto mais sincero tiver sido o modo de se expressar de nossos pais, menos estereotipado será o nosso comportamento quando adultos. Cada um sabe o quanto teve que treinar para ter a satisfação de ser quem se é...

O segundo ponto a que Lama Michel se referiu "saber até onde queremos ir", sem dúvida só pode ser conquistado com a maturidade.

Saber trazer o sonhos para a realidade, a inspiração para a realização e ajustar nossas expectativas com uma visão de futuro é um desafio e tanto! Requer autoridade interna e muita sinceridade, seja em relação ao a nosso próprio potencial, seja para com o ambiente em que nos inserimos...

Por fim, o terceiro ponto "oferecer ao invés de pedir", merece uma reflexão maior.

Podemos, por ora, apenas nos questionar: quando estamos de fato oferecendo algo?

Quantas vezes quando damos algo a alguém não temos a intenção de ganhar algo com isso ou até mesmo de seduzir a pessoa?


By Bel Cesar

quinta-feira, agosto 28, 2008

mais uma do tio Osho


"O verdadeiro Tantra não é uma técnica, mas o amor;

não é uma técnica, mas um estado de prece;

não é orientado pela cabeça, mas um relaxamento no coração.

Por favor, lembre-se disso.

Muitos livros foram escritos sobre o Tantra, e todos eles falam de técnicas, mas o verdadeiro Tantra nada tem a ver com técnicas.

O verdadeiro Tantra não pode ser escrito;

ele precisa ser percebido, sentido, sorvido."


Osho

Todos somos buscadores

Quantas vezes você se sente perdido?
Sua mente confusa em devaneios, o corpo anestesiado para não sentir.
Você quer uma resposta, quer um salvador.
A resposta está em si mesmo.
Enquanto você continuar a olhara para a confusão, tudo o que verá é confusão.
Mude o seu foco.
Enquanto achar que precisa de um salvador, que a resposta vem do outro, continuará a ser vítima de si mesmo.
Você está disposto a assumir a responsabilidade e a fazer diferente?
Seja o criador de sua própria realidade. Olhe para dentro e verá aquilo que busca, o que realmente quer. Já está aí, basta ir para dentro e se abrir.
O universo é um campo de potencialidades e você tem todas em si mesmo.
Todos somos buscadores.
A busca é por algo que nem sabemos ao certo o que é, mas que esperamos nos completar, nos tornar felizes.
O que não sabemos é que dentro de nós já está tudo o que precisamos.
O que é necessário então?
Voltar-se para dentro novamente. A jornada é interna. O caminho natural é o que leva a si mesmo, ao reencontro, à alegria intrínseca de apenas existir.
Passamos toda a nossa vida acumulando defesas, máscaras, personalidades, um mundo artificial - são os artifícios de que necessitamos para viver em sociedade, mas nada disso é você e nada disso é realmente necessário. Você se distanciou do que realmente é, e é preciso remover tudo isso, todo esse lixo, todos os artifícios para poder novamente apenas ser, o caminho de volta à naturalidade, à sua verdadeira essência.
Quando reencontramos essa essência, entramos em estado de êxtase.
É a mais pura alegria, um vazio preenchido pelo todo, a união mística com o universo, a sensação de plenitude.
Por isso o êxtase é o caminho natural.
É o caminho de volta a si mesmo.

quarta-feira, agosto 27, 2008

projecto mãe terra

Voltando a escrever, a manifestar o pensamento... quase um ano depois, depois de mais uma mudança de ciclo... com novos projectos para o projecto mãe terra!

Sorrisos

“Somente a compaixão é terapêutica, porque tudo o que é doença no homem é causado pela falta de amor.
Tudo o que está errado com o homem, está de alguma forma associado ao amor.
Ele não tem sido capaz de amar ou ele não tem sido capaz de receber amor.
Ele não tem sido capaz de compartilhar o seu ser.
Essa é a miséria.”

Osho

sexta-feira, julho 27, 2007

O desafio da mudança



Pessoas que não mudam, são prisioneiras de padrões.
Gostam só de um tipo de música, só de um tipo de pessoa, só de um tipo de trabalho, só de um lugar;
Preferem sempre as mesmas paisagens... As mesmas rotinas… O mesmo modo de fazer...

Pessoas que não mudam, defendem seus padrões.
Seus "eus" são seus padrões.
Alguns deles vêm nos gens...
Mas a maioria são padrões de nossos pais, dos nossos avós, da nossa cultura, da corrente do pensamento humano, que se perpetuam...

Confundimos nossos padrões com o nosso ser.
Qualquer voz diferente é um "ab-surdo"
Qualquer acção diferente é um "in-cômodo"

Sentimos sempre do mesmo modo:
Gostamos sempre das mesmas coisas.
Temos sempre as mesmas aversões.

Vivemos na defesa dos nossos "sagrados padrões".
São eles os nossos deuses?
São eles os nossos patrões?

A pessoa apegada a um modo de ser, a um padrão de comportamento e sentir, tem uma vida alienada, estagnada.
É como uma poça de água estagnada, ao largo do grande rio da vida.
Que é em si mesmo o rio da mudança.

“Mude” de Edson Marques

segunda-feira, julho 16, 2007

Incendeie a rede


...
"Os seres iluminados utilizam o termo “fire the grid” (acendam a rede) quando eles querem falar do energização da humanidade com o poder Divino, em 17 de Julho de 2007. Eles dizem que “acender a rede” completam duas coisas. Primeiramente, ela pulsará energia curativa na direção do centro da terra, regenerando seu núcleo, ou o coração do planeta. Assim que nós esparramamos energia na direção do meu filho moribundo, nós estaremos, individualmente, doando o dom de nossas intenções verdadeiras, o dom de nossa individualidade e o dom de nossa energia curativa. Como eles explicaram, o campo de energia de meu filho moribundo estava tremendamente deteriorado, como Terra. Nós devemos esparramar um pouco de nossa energia vital na direção da Terra e a combinação de nossas energias irá regenerar a Terra. Eles me disseram que os seres humanos são como pequenas varinhas iluminadas, canalizando a energia de Deus para o planeta. Em virtude de nos termos separados de uma completa conexão com A Fonte, por não termos uma rede humana funcionando totalmente, a energia de Deus não está sendo capaz de facilitar o fluxo na direção da Terra. Se nós optarmos por nos reunirmos para reconstruir a nossa rede, então, o fluxo natural de energia entre nós e Deus, Deus e a Terra, e de pessoa para pessoa, será restabelecido. Você já percebeu que tremendo presente você dará? Esta energia viverá eternamente com a terra e seus habitantes; o esplendor da intenção de nosso Criador em nossa direção irá se concretizar na criação deste novo campo de energia para nosso planeta.
E você me perguntará: como faremos isso? O tempo foi definido para 17 de Julho de 2007, às 11h11 (horário oficial de Greenwich), em Portugal às 12h11 (horário de verão). Eu não tenho dado nenhuma indicação do por quê desta data e horários tenham sido escolhidos, mas tal data tem sido mostrada pra mim sem parar. Tenho sido convidada em reunir a maior quantidade de seres humanos possível, ao redor de todo o planeta, em cada canto do globo, para simplesmente sentar e orar ou meditar por cerca de uma hora durante tal tempo. Esperançosamente, com sua ajuda, nós iremos juntar uma reunião de seres humanos de um modo jamais visto pela humanidade. Seres humanos amoráveis com uma intenção – de curar nosso planeta e despertar nossos espíritos para nosso verdadeiro propósito... de sermos uma unidade com nossa Fonte de Luz."
...


para maior sintonia, visitem o site http://www.firethegrid.com/por/home-fr-por.htm

sexta-feira, julho 13, 2007

Porque precisamos desenvolver o mundo interno tanto quanto o mundo externo


A sociedade moderna investiu a maior parte de sua energia no cuidado com o mundo externo e, como consequência, testemunhamos nos últimos trezentos anos uma explosão de desenvolvimento externo material. Esse desenvolvimento trouxe resultados benéficos, como a eletricidade, as viagens aéreas, a eletrônica, intervenções cirúrgicas capazes de salvar vidas, etc. Entretanto, não podemos negar que trouxe também muitos resultados negativos e altamente perigosos, como as armas nucleares e químicas e a energia nuclear.
Talvez eu esteja enganado, mas, em minha opinião, as últimas gerações superenfatizaram o desenvolvimento externo material e o conseqüente conforto e riqueza físicos, e negligenciaram o cuidado com o mundo interno a ponto de quase esquecerem-se de sua existência.
Não estou sugerindo que devemos parar o desenvolvimento material ou as pesquisas científicas e tecnológicas. Sem a tecnologia, para muitas pessoas seria impossível viver em nosso planeta hoje. Entretanto, talvez devêssemos dar maior ênfase ao desenvolvimento de tecnologias apropriadas e positivas. Um bom exemplo disso são as tecnologias de redução da poluição ambiental, como os conversores catalíticos, os métodos de reciclagem, etc. Se usarmos a tecnologia de uma forma positiva, teremos resultados maravilhosos, e não os resultados negativos que atualmente todos nós conhecemos. Também precisamos nos preocupar em começar a fazer um investimento semelhante em nossos recursos para desenvolver o mundo interior.
No Tibete, antes da invasão comunista em 1959, não dávamos muita importância ao cuidado com o mundo externo, pois estávamos sempre muito ocupados cuidando do mundo interior. Dançávamos com a impermanência de forma criativa e usávamos essa dança para relaxar (Ngelso) no espaço absoluto e unir nosso dia-a-dia ao mandala de cristal puro. Como consequência, desfrutávamos muito mais a regeneração e o relaxamento interior profundo Ngelso e a satisfação duradoura, a felicidade e a liberdade interior do que se pode conseguir seguindo e tomando refúgio apenas nos fenómenos relativos. Se pudéssemos todos aprender a tomar refúgio em ambos os níveis da realidade, o absoluto e o relativo, e a cuidar dos mundos externo e interno, nossa sociedade se tornaria mais pacífica, mais feliz, satisfeita e grandiosa que qualquer civilização antiga.
Nos últimos tempos, a sociedade contemporânea tem se esquecido totalmente do mundo interno, que está agora sofrendo profundamente, sempre chorando e com ciúmes do mundo externo. Com ciúmes e raiva, ele está reagindo violentamente e, já que seus gritos têm passado despercebidos, como um grupo terrorista, o mundo interno vem secretamente desenvolvendo e guardando bombas atómicas internas de emoções negativas. Essas bombas atómicas internas guardadas em nosso coração, canal central e chakras, podem explodir a qualquer momento, ameaçando destruir nosso mundo interno, os outros seres, nossa sociedade e o planeta.
As bombas internas de emoções negativas não são apenas uma ameaça à nossa saúde mental e física e à nossa paz interior; elas podem também destruir os frutos positivos do desenvolvimento científico e tecnológico. Por exemplo, devido à ganância coletiva, à cobiça pelo poder, egoísmo, etc., usamos a tecnologia de forma errada, criando armas de destruição em massa, como as armas atômicas, químicas e a laser; causamos uma imensa poluição interna e externa, o esgotamento dos recursos naturais, a destruição do meio ambiente e a extinção de muitas espécies.
Também nos níveis social e político, podemos ver nossa energia negativa explodindo e dando curso à devastação, resultando em mais e mais guerras, fome, pragas, desastres naturais, desigualdade e corrupção política e social, genocídio, uso de tortura, abuso dos direitos humanos, terrorismo, sindicatos internacionais do crime, abuso de drogas, alienação social, desintegração da família tradicional e das estruturas religiosas, políticas e educacionais, doenças físicas e sofrimentos mentais em constante crescimento.
As armas nucleares que hoje proliferam pelo mundo e que tanto nos aterrorizam são apenas um fraco reflexo externo dos instrumentos internos de destruição que trazemos no coração. Se fôssemos sábios, deveríamos nos aterrorizar com as bombas nucleares internas de ilusões estocadas em nós mesmos. Precisamos nos perguntar honestamente: o que motivou a sociedade moderna a criar armas nucleares capazes de destruir todos os seres vivos do planeta? Quem ou o que realmente tememos? Quem é nosso verdadeiro inimigo?
Temos que descobrir como desarmar os instrumentos mortais suicidas da raiva, inveja, orgulho, ganância, instabilidade mental, desejo e ignorância em nosso coração. Primeiro, precisamos reconhecer que possuímos um precioso corpo humano, um veículo que nos permite fazer o que quisermos nesta vida. Possuir um corpo humano como o nosso é, nos níveis externo, interno e secreto, uma oportunidade fantástica, que não deve ser desperdiçada. Se soubermos usá-la de uma forma positiva, poderemos praticar a Autocura Ngelso momento após momento, e chegar à autocura completa – o estado de Buda – no curto período de uma vida.
Por outro lado, se usarmos este corpo de uma forma negativa, trilhando o caminho da escuridão interna, cada momento poderá contribuir para nosso suicídio pessoal e planetário. Podemos escolher ngel – ir da escuridão para a escuridão e da luz para a escuridão – ou so, da escuridão para a luz e ou da luz para a luz. A decisão é nossa.Ao compreendermos a preciosidade de nosso veículo físico, deixamos espontaneamente de tratá-lo como uma máquina e desenvolvemos um genuíno interesse por cuidar dele e começar a aprender a usá-lo de uma forma positiva.

Com a finalidade de enriquecer nossas reflexões sobre a relação entre o mundo interno e o mundo externo, selecionei mais um texto do livro Autocura Tântrica III (Ed.Gaia) de Lama Gangchen Rinpoche. Bel Cesar.

quinta-feira, julho 12, 2007

Sobre o amor...


Sempre que você amar, ame de todo coração, e nunca tenha medo de mostrar o seu amor.

Deixe que seu amor seja como um livro aberto que pode ser lido por todas as almas. É a coisa mais maravilhosa do mundo, por isso deixe esse amor divino interior fluir livremente.

O amor não é cego: ele vê o que há de melhor na pessoa amada e assim faz emergir o que há de melhor. Não fique escolhendo a dedo aqueles a quem você vai amar. Apenas deixe seu coração aberto e mantenha o amor fluindo igualmente para todas as almas.

Assim você estará amando com o Meu amor divino.

Ele é como o sol e brilha igualmente para todos. O fluxo do amor nunca deve ser aberto e fechado como uma torneira.O amor não deve ser exclusivo, nem possessivo.

Quanto mais você estiver desejoso de compartilhá-lo, maior ele se tornará.

Agarre-se a ele e você o perderá.

Deixe-o livre e ele retornará a você multiplicado e se tornará uma alegria e uma bênção para todos que dele compartilharem.

in Abrindo Portas Interiores – Eileen Caddy – Ed. TRIOM

segunda-feira, julho 09, 2007

O poder dos mantras


Estamos cansados de sentir o peso de nossas preocupações, dúvidas e angústias. Queremos sentir a leveza de uma mente saudável! Para tanto, precisamos nos deixar tocar pela força da energia positiva subtil, pois ela age como um bálsamo curativo sobre nossa mente cansada.

Podemos nos nutrir de energia espiritual por meio dos mantras: na qualidade energética dos sons sagrados. Na meditação budista, trabalhamos mais com sons e imagens do que com o conceito das palavras. É que as palavras estimulam a mente conceptual e os sons e as imagens “tocam” a mente. Assim como Lama Gangchen costuma nos dizer: “Nossa mente é muito dura. Por isso ela precisa ser massajada com os mantras, para dissolver a sua rigidez e os seus bloqueios”.

A palavra sânscrita mantra é formada de duas sílabas: MAN que significa mente, e TRA, proteger. O seu significado é, portanto, “proteger a mente”.

O poder sutil das palavras recitadas num mantra é uma qualidade abstrata que só pode ser observada por meio de seus efeitos. Neste sentido, o mantra age como que num plano secreto, pois seu poder está além das imagens e das palavras.

A força secreta do mantra depende de algumas condições. Como por exemplo, se o praticante recebeu ou não a transmissão oral deste mantra por um mestre que tenha realizado o poder subtil do mesmo.

Na tradição budista tibetana, a transmissão oral é muito importante. Pois é por meio dela que o praticante irá receber a transferência de poder para praticar o mantra. Isto é, o mestre irá activar a força secreta do mantra para o discípulo poder praticá-lo.

Assim como explica Lama Gangchen Rinpoche em seu livro “Autocura Tântrica III” (Ed. Gaia): “Quando usamos o termo 'secreto' não queremos dizer que as palavras, melodias ou explicações sejam secretas. Todos os tibetanos podem ir a uma livraria e comprar livros sobre todos os assuntos mais incríveis e secretos do Tantra tibetano. 'Secreto' significa que é necessária uma transmissão de coração para coração para que as instruções funcionem. A experiência interna que cada um tem é secreta, pois é uma experiência meditativa, e quando nos dirigimos às pessoas que não a tiveram, podemos apenas sugeri-la por meio de palavras. ’Secreto‘ significa que a mente não tem forma e que, portanto, é muito difícil expor uma experiência mental. Tradicionalmente, todos os meditadores tântricos mantinham secretos os resultados de suas práticas, contando-os apenas aos seus melhores amigos, para assim guardar sua energia interna.
Como resultado, tudo que eles desejavam fazer com a mente (desenvolver a compaixão, a experiência da vacuidade ou a Iluminação) sempre dava certo. Esse é o motivo por que aconteciam tantos milagres e experiências especiais no início das linhagens tântricas: os meditadores sabiam muito bem como cuidar de sua preciosa energia mental interna”.

A força do poder de cura de um mantra depende também da clareza de intenções daquele que o recita. A qualidade da motivação de quem recita um mantra revela seu desenvolvimento espiritual. Uma pessoa pode recitar mantras para adquirir bens materiais e poder pessoal.

No entanto, sua força será muito maior quando ela o recitar para desenvolver compaixão e amor, porque esta é a força original do mantra.

Desta forma, ele estará em sintonia com a força secreta do mantra.Durante séculos, os mantras têm sido usados na prática espiritual para focar e transformar a energia subtil.

As energias curativas despertadas pelo som do mantra são inerentes à psique. Na tradição budista, estas forças positivas são caracterizadas como divindades: manifestações de uma força transformadora que se encontra em nossa mente.

by Bel Cesar

quinta-feira, julho 05, 2007

Actividades Julho 2007


Curso de Reiki – 1ºnível, dia 07 de Julho de 2007

(10h às 13h)


Curso de Introdução à Meditação – dia 07 de Julho de 2007

(15h às 18h)


Curso de Reiki para crianças– dia 08 de Julho de 2007

(10h às 18h)


Curso de Pêndulos e Florais – 1ºnível, dia 14 de Julho de 2007

(10h às 13h)


Curso de Reiki– 1ºnível, dia 14 de Julho de 2007

(15h às 18h)


Curso de Introdução à Meditação - dia 21 de Julho 07

(10h às 13h)

Curso de Reiki – 2ºnível, dia 28 de Julho 07

(10h às 13h)

Retiro de Reiki– dia 29 de Julho 07 (10h às 16h)

Outras actividades semanais:

(horário pós laboral)


Todas as Terças feira no Sardoal – grupo de meditação e partilha de Reiki
(20,30h às 24,00h)

Todas as Quintas feira em Abrantes - curso de Reiki -1º nível
(20h às 23h)

domingo, julho 01, 2007

Chi Kung (2)


Qigong e taijiquan (taichichuan, tai chi chuan)


O taijiquan (taichichuan, tai chi chuan) inclui em sua progressão didática a aquisição da habilidade de dirigir o qi. Por isto pode-se dizer que o taijiquan (taichichuan, tai chi chuan) inclui o qigong (chi kung). Até a 18ª geração da família Chen o qigong (chi kung) do taijiquan (taichichuan, tai chi chuan) era aprendido quase que unicamente dentro da forma, pela repetição exaustiva desta durante anos até que os princípios de circulação do qi tornassem-se claros naturalmente. Os Grão-Mestres da geração atual (a 19ª) da família Chen, levando em conta as dificuldades em implementar uma prática tão intensiva da maioria dos seus alunos, modernizaram a didática antes espartana e elaboraram os exercícios básicos de desenrolar da seda (chansijin) e de postura da estaca (zhanzhuang (zhan zhuang)). Assim podemos dizer que estes são os exercícios de qigong (chi kung) do taijiquan (taichichuan, tai chi chuan), embora é claro os princípios aprendidos com estes exercícios devam estar presentes durante toda a prática.No entanto o taijiquan (taichichuan, tai chi chuan) difere de grande parte dos exercícios de qigong (chi kung) em que não devem ser empregadas técnicas de visualização, de controle da respiração ou de direção da atenção mental com o objetivo de dirigir o qi. O princípio fundamental do taijiquan (taichichuan, tai chi chuan) é a naturalidade: o caminho para atingir a habilidade de circular o qi é fazer com o que o corpo forneça as condições para que isto aconteça. O corpo deve ser treinado com os exercícios de zhanzhuang (zhan zhuang), de chansijin e com a laojia com a intensidade e durante tempo suficientes para que a postura e o movimento corretos do corpo permitam que a respiração ajuste-se por si só, e que o qi circule espontaneamente com o movimento.O Grão-Mestre Chen Xiaowang costuma dizer durante seus seminários: “Se você tem a postura e a respiração errados, você tem somente um erro; se você tem a postura errada e a respiração correta você tem dois erros”. Com isto o que está sendo explicado é que é um erro forçar a respiração de acordo com quaisquer normas, pois a respiração deve ser natural. Conforme o corpo for sendo modificado a respiração mudará espontaneamente sem que seja necessária interferência da vontade do aluno. Se você tentar fazer a sua respiração se aprofundar forçosamente com a sua mente a única coisa que conseguirá será mais rigidez. Primeiro é necessário corrigir o seu corpo, então você pode relaxar, e então a respiração automatica e naturalmente se aprofunda, mas isto não é controlado pela sua mente. A arte marcial do taijiquan (taichichuan, tai chi chuan) não é “arte marcial do controle da mente”: mais tarde é necessário chegar a um estado de não-mente, de mente vazia, o que quer dizer que não resta mente alguma que controle o que quer que seja, não há “eu quero” ou “eu desejo”, ou “eu tenho que”.O mesmo aplica-se à circulação do qi : é inútil imaginar a circulação do qi durante o treinamento. O que tem que ser feito é ajustar a posição e o movimento do corpo com precisão suficiente para que o movimento do corpo cause a circulação do qi. Assim como não é possível derrubar um adversário mais forte apenas por desejar, ou por concentrar-se bastante e imaginar, também não é possível forçar a circulação do qi através da concentração ou de visualizações.


Estes dois textos são da autoria do Eduardo in taijiquan.pro

Chi Kung (1)


Qigong (chi kung)


Gong significa trabalho, e qi tem várias traduções possíveis, sendo uma das mais precisas “sopro vital”. A tradução mais popular é sem dúvida “energia”, que não chega a ser uma má tradução desde que não se faça confusão com o conceito físico de energia. Assim, qigong (chi kung) significa literalmente “trabalho sobre o sopro vital”. O termo qigong (chi kung) pode ser aplicado então a qualquer exercício que vise influenciar a circulação do sopro vital no corpo humano.Nos tempos antigos o qigong (chi kung) recebeu vários nomes diferentes, como xingqi (promover e circular o qi), fuqi (tomar qi), tuna (expirar e inspirar), daoyin (induzir e conduzir o qi), shushu (contar a respiração), zuochan (meditação sentada), shiqi (viver do qi), jingzuo (sentar quieto), e wogong (exercício deitado), entre outros.


História

Desde a época da etnia Yao já se sabia que a dança podia ser útil para fortalecer a saúde: no capítulo intitulado “Sobre a Música Antiga” dos Anais de Outono e Inverno de Lu, pode-se ler
o yin tende a estagnar (…) e acumular-se nas profundezas do corpo, (…) os músculos e ossos enrijecem e encurtam e não podem mais estender-se apropriadamente, então a dança é criada de acordo para remover a estagnação e a obstrução.
Com o tempo algumas danças evoluíram para exercícios físicos e terapias envolvendo a respiração.Na dinastia Zhou (sec. XI a.C. a 771 a.C.) havia inscrições a respeito de qigong (chi kung) em objetos de cobre, e nos escritos atribuídos a Laozi (sec. VI a.C.) há menção a métodos respiratórios. Na tumba nº 3 de Mawangdui, em Changsha, na província de Hunan - China, foi encontrado um livro de seda com o título “Sobre Abandonar a Comida e Alimentar-se de Qi” e uma pintura em seda com ilustrações sobre daoyin, ambos da dinastia Han do oeste (sec. 3 a.C.).Clássicos da Medicina Tradicional Chinesa como o Neijing Suwen e o Tratado sobre Doenças Febris de Zhang Zhongjing, ambos da dinastia Han, expõem e sugerem métodos de qigong (chi kung) para promover a saúde. Desde então renomados médicos como Sun Si-miao, Wang Tao, Li Shizen e Wang An, entre outros, mencionaram, descreveram e até criaram métodos de qigong (chi kung).


Variações

Existem várias dezenas de exercícios de qigong (chi kung) diferentes, pertencendo à tradições diversas e com objetivos distintos. Muitos destes exercícios são benéficos à saúde e sua prática não oferece risco mesmo para pessoas com a saúde debilitada, outros exigem um preparo prévio grande e podem até ser causar danos ao praticante se não forem cultivados apropriadamente e seguindo à risca instruções detalhadas que chegam a envolver o estilo de vida do aprendiz.Desta forma, ao decidir-se pela prática do qigong (chi kung) o primeiro passo é definir qual o objetivo almejado. Pode-se dividir, a título didático, os exercícios de qigong (chi kung) em três grupos de acordo com o objetivo: o qigong (chi kung) terapêutico, o qigong (chi kung) marcial, e o qigong (chi kung) religioso. No entanto é preciso ter em mente que esta divisão é artificial e algumas vezes arbitrária, pois muitos exercícios podem ser usados para mais de um objetivo.O qigong (chi kung) terapêutico visa melhorar a saúde do praticante, seja tratando uma desarmonia já presente ou fortalecendo a saúde para tornar mais difícil que algum desarmonia se instale. Alguns exemplos de exercícios terapêuticos chineses são o qigong (chi kung) dos Oito Brocados e o qigong (chi kung) dos Seis Sons. O qigong (chi kung) marcial tem como meta fortalecer o físico do praticante de modo a permitir que este receba impactos com o mínimo possível de dano e desfira golpes com o máximo de potência e efeito. Dois exemplos famosos são o exercício da Camisa de Ferro e o da Palma de Ferro. O qigong (chi kung) religioso tem o objetivo de treinar a mente do praticante a atingir determinados estados de concentração necessários ao progresso na meditação, e de fornecer as condições físicas e energéticas para que estes estados possam ser atingidos.A maioria dos exercícios de qigong (chi kung) emprega visualizações, direção da atenção mental, e controle respiratório. Estas técnicas são utilizadas em várias combinações em graus diversos de intensidade, e podem ou não ser combinadas com movimentos físicos.

segunda-feira, junho 25, 2007

Jardins Curativos no Sítio Vida de Clara Luz

Os jardins do Sítio Vida de Clara Luz seguem os princípios básicos da Permacultura onde plantas, flores, ervas, frutos, insetos, pássaros e pessoas estão harmonicamente interelacionados de acordo com suas necessidades e habilidades naturais. Desta forma, eles interagem uns com os outros numa contínua cooperação que os permite manter seus ciclos de vida e morte ativos.

Um jardim torna-se curativo devido à diversidade das plantas, flores, frutos e ervas que o compõem: suas cores, formas, aromas e sabores despertam em nós o desejo natural de interagir com o mundo a nossa volta. Inspirados em tocar, cheirar e saborear a natureza ao nosso redor nos abrimos para sentir prazer e, mesmo sem nos darmos conta, relaxamos. Livres da agitação urbana que nos pressiona diante do tempo, nossa mente naturalmente desacelera para apreciar a beleza ao nosso redor. Quando os pensamentos se acalmam, ganhamos uma nova perspectiva para nossos problemas e preocupações.


Na cidade, nos desconectamos de nós mesmos a medida em que nos tornamos pessoas excessivamente mentais. Somos raramente estimulados a nos conscientizar de nossos padrões emocionais, de nossos sentimentos e sensações físicas. O ritmo acelerado, o excesso de luzes e a intensa poluição visual e sonora nos atraem constantemente para o mundo exterior. Sem o contato interno, facilmente nos tornamos presas fáceis dos conflitos imediatos e nos afastamos dos propósitos maiores que tornam nossa vida significativa.


Mas quando estamos num jardim curativo, devido a sua vibração positiva, somos capazes de abrir tanto nossa mente como nosso coração. Desta forma, estamos mais disponíveis para lidar tanto com o mundo interior como o exterior, nossas decisões tornam-se equilibradas e coerentes, e o desejo de viver é regenerado.


Assim como explica Lama Gangchen Rinpoche: "Todos os lugares conectados à sua vida tornaram-se mais tarde ´lugares sagrados` devido à sua vibração positiva. Não é preciso ter fé para receber os benefícios e a energia positiva dos lugares sagrados, é preciso apenas ter uma mente aberta.


sábado, junho 23, 2007

gratidão por ti...


..."Happiness…you cannot create it by force or by guile ,but only by pleading ... Faaling in love, in lust , infatuation and endearment... is simply being inprinted by the projection of one's desire… love and lust being just forms of spiritual tracking… for the sublime. After all , a simple kiss endowed with a bit of insight, describes a trajectory through the human consciousness ,for it raises the blood heat and ads chemical fluids ,like sugar or insuline....
...it is allways a priviliged, magic experiencer, when by simply exchanging a look, you can tell at once whether you share with somebody else...you can not codify the reality of empathy for it moves too fast for the eye or the mind.
There is an obssession to hunt for the sweetness of traction. The human mind is never at rest, but allways on the mafgic frequency of affection… how irrisistibilly poetical, the quest …
But we usually foul up everything by trying to impose a plan, an intention upon the nature of things, and this can only reproduce the limits of our understanding, the boundaries of our own personal vision... love passes into obsolence in the very act - it just ilustrates the nothingness of our own narcissism... but how not to indulge to be complacent when you are?
How to achieve the only sort of love that is viable, enriching- one without sanctions, no reservations… one without guilt? One that is beyond the ego and the tricks of the mind?"

by Lawrence Durrell... excertos livremente editados

Informação



Importante não confundir o acumulo de informações
com Evolução Espiritual.

O acervo mental, quando não é guiado pelo poder interior,torna-se um obstáculo para o reconhecimento da Verdade.



Trigueirinho